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Joint Commission International estipula novos padrões para dosagens de radiação




A exposição à radiação é uma preocupação fundamental para os sistemas de saúde. A Joint Commission International, organismo de acreditação de estabelecimentos de saúde, divulgou novas normas que exigem que hospitais estabeleçam medidas mais rigorosas de gerenciamento de doses de radiação, em vigor desde 1º de julho do corrente ano.

A tomografia computadorizada (TC) é uma das principais preocupações para os pacientes, por ter a maior dose de radiação média por exame. Nos EUA, por exemplo, são realizados cerca de 68 milhões deste exame por ano, e uma em cada cinco pessoas passam por uma tomografia computadorizada anualmente. Com as novas regras, instituições terão que encontrar soluções rápidas para os problemas causados pelas radiações, que podem ser mais onerosas, porém necessárias.

Há uma grande disparidade, entre os Estados norte-americanos, na forma como os regulamentos da Joint Commission são aplicados. Enquanto os hospitais são obrigados a inspecionar equipamentos médicos que usam radiação, os Estados que não dispõem de recursos para as inspeções formais seguem um sistema de “honra” – o que muitas vezes não significa um controle rigoroso. A norma é única no que diz respeito ao estabelecimento abrangente de benchmarks em saúde (benchmark é o ato de executar, através de softwares, um conjunto de programas ou outras operações que avaliam o desempenho relativo a ações, práticas, atividades, etc), solicitando que os profissionais avaliem a dose de radiação.

As principais mudanças propostas exigem dos hospitais:

  •     Proporcionar ao paciente a dose de radiação específica para o seu tratamento – Os hospitais são obrigados a garantir que a exposição à radiação seja otimizado para o tipo físico específico de um paciente. Isto significa que a radiação que uma criança recebe durante uma verificação de rotina como parte de seu tratamento contra o câncer será diferente de uma dose que um adulto receberia para um exame de diagnóstico para descartar a necessidade de cirurgia.
  •     Revisar e analisar a dose de radiação – Hospitais serão obrigados a verificar a dose de radiação através de seus departamentos, compreendendo a variação entre as máquinas, os profissionais, entre outras nuances. O objetivo é padronizar todas as etapas do procedimento.
  •      Definir doses “industriais” e treinamento profissional – Hospitais terão de atualizar seus sistemas para garantir que atendam aos padrões atuais de prática e realizem treinamentos frequentes para as equipes que trabalham com tais equipamentos.

Segundo Dominic Siewko, pesquisador e diretor de gerenciamento clínico da fabricante de equipamentos médicos da Philips, em artigo publicado no portal Healthcare Executive Insight, os estabelecimentos devem se concentrar em resolver as mudanças ao longo prazo, automatizando processos para uma adaptação mais rápida. No entanto, é possível tomar algumas medidas iniciais de imediato:

1. Começar o rastreamento de exposição à radiação

Rever, analisar e abrandar o risco de radiação para os pacientes, começando a controlar a quantidade de radiação utilizada. De acordo com recente estudo do American Journal of Roentgenology, o rastreamento manual da dosagem pode não ser confiável e levar a erros. Uma opção mais segura seria investir em soluções tecnológicas baseadas em softwares que automatizam o processo.

2. Aumentar o acesso dos médicos aos dados

Os clínicos precisam de dados acessíveis ​​para tomar decisões com maior segurança sobre a radiação certa para cada paciente. O acesso aos dados certos, no momento certo, possibilita aos médicos ver o histórico de diagnóstico por imagem de um paciente e identificar a quantidade de radiação à qual o paciente foi exposto. Isso também pode ajudar na decisão de prescrever um exame de diagnóstico e, assim os médicos mantêm os pacientes envolvidos no acompanhamento de sua própria exposição à radiação.

3. Implementar e otimizar justificativas para a dosagem

Os modelos de reembolso antigos forçavam os médicos a prescreverem doses mais baixas, começando com raio X e, em seguida, passando para o exame tomográfico ou ressonância magnética. Em muitos casos, no entanto, tomografias produzem imagens mais detalhadas anatomicamente e, em muitos casos, eliminam a necessidade de procedimentos mais invasivos. Isto não só torna o procedimento uma opção mais apropriada para alguns pacientes, mas pode potencialmente reduzir a exposição a outros testes de diagnóstico por imagem. Os hospitais, agora, devem assegurar que os suas unidades de radiologia trabalhem dentro das adequações do American College of Radiology’s Appropriateness Criteria (Colégio Americano de Adequação de Critérios em Radiologia – ver em http://www.acr.org/Quality- Safety/Appropriateness- Criteria), que sinalizam quando uma tomografia computadorizada é mais apropriada clinicamente. Há também soluções que focam idade e tipo físico do paciente, a fim de sugerir que a dosagem seja clinicamente útil para um exame de diagnóstico, mas não excessiva.

4. Investir em equipamentos de “dose baixa”

Empresas fabricantes de aparelhos geralmente estão de acordo com o padrão XR-29 Medical Imaging & Technology Alliance (MITA), que incentiva o desenvolvimento de equipamentos com dosagem reduzida.

Nota: Estas normas também exigem que o sistema público dos EUA pague menos por tomografias realizadas em equipamento que não atendem a esses padrões. Uma penalidade de 5% será implementada em 2016 e deverá subir para 15% em 2017. Os hospitais que investem em tecnologias de doses mais baixas estarão em melhor posição para enfrentar o futuro.

5. Não esquecer dos médicos

Evidências mostram o impacto da exposição à radiação sobre os médicos que executam estes exames, com estudos que revelam um risco aumentado de catarata e câncer. Os médicos também estão se tornando conscientes e exigindo o acesso à formação e tecnologias de dosagens mais baixas. Hospitais dispostos a responder a estas preocupações de forma proativa, definindo formas adequadas para protegê-los, serão capazes de reter e atrair mais profissionais.


Fonte: http://setorsaude.com.br/joint-comission-international-estipula-novos-padroes-para-dosagens-de-radiacao/

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A ABEClin, é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos e de duração ilimitada. Foi estabelecida com o objetivo de incentivar, consolidar, integrar e qualificar os profissionais que atuam na área de Engenharia Clínica definindo-os da seguinte forma:

“O Engenheiro Clínico é o profissional que aplica as técnicas da engenharia no gerenciamento dos equipamentos de saúde com o objetivo de garantir a rastreabilidade, usabilidade, qualidade, eficácia, efetividade, segurança e desempenho destes equipamentos, no intuito de promover a segurança dos pacientes.”