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Como a Revolução IoT vai impactar para sempre a área da engenharia clínica no mundo




Num ano marcado por grandes crises políticas e econômicas, os mais otimistas procuram sempre olhar para trás e extrair as boas iniciativas que aconteceram no período (retrospectivas), como forma de se energizar para enfrentar o próximo ano (perpectivas). 

Como me encontro neste grupo, do qual a Velhinha de Taubaté é nosso exemplo maior e madrinha de todas as nossas reflexões, peço que marquem em seus calendários para cobrarem depois lá na frente: o ano de 2015 ficará gravado não só pelas batalhas do Despertar da Força, mas também como quando a Revolução IoT penetrou na Cadeia da Saúde.

Ficará marcado como o ponto inflexão e de disrupção! O portal ! O início da Era onde a internet das coisas (IoT = Internet of Things) achou uma fresta para penetrar na Cadeia da Saúde, e por sua vez, mudar para sempre o jeito que a Engenharia Clínica e Hospitalar irá fazer gestão de ativos, no Brasil e no mundo.

Estamos em um universo onde o smartphone virou o centro do ecossistema. Mas isso mudará até 2020. O assunto Internet das Coisas gera uma enorme movimentação em todas as áreas ligadas à Tecnologia da Informação. É cada vez mais comum ver empresas desenvolvendo e, sobretudo, apostando pesado em aparelhos conectados na internet. O reflexo desta onda abundante é bem promissor porque o mercado global de internet das coisas tem a previsão de triplicar para US$ 1,7 trilhão até 2020, conforme aponta uma recente pesquisa da IDC (Internacional Data Corp.).

Tudo começa pelo BEACON

Eu falo em ponto de inflexão porque mesmo sabendo que tudo começou com o pessoal do MIT Auto-ID Laboratory anos atrás, e que a Apple teimou em se apropriar da tecnologia registrando a patente do iBeacon em 2013 quando comprou a empresa WiFiSLAM, foi na metade deste ano de 2015 que outra gigante do mundo tecnológico, também sem muito alarde, criou um protocolo operacional “das coisas”, software aberto e agnóstico, e que, tal qual coração de mãe, aceita e enxerga todos os outros dispositivos que estiverem sendo concebidos com a tecnologia BLE: o protocolo que falo é o Eddystone, a tecnologia disruptiva é a BLE (Bluetooth de baixa energia, ou Smart Bluetooth) e a porta de entrada para a internet das coisas hospitalares é o beacon.

Estamos no momento fascinados pela Internet das Coisas (IoT), e as oportunidades que se abrem para a cadeia da saúde e a engenharia clínica em si, são impressionantes. Temos um dream team chamado DataClin LabFab que está explorando métodos para extrair os benefícios dessa tecnologia ainda muito jovem, especialmente o conceito de micro-localização e cerca digital (geofencing). São áreas em que nós apostamos que a IoT vai se tornar cada vez mais dominante, e vai ajudar a produtividade da área assistencial, a racionalização dos processos hospitalares, a moralização e o controle de ativos  e muitas outras facilidades tais como:

• Rastreamento de ativos médicos em tempo real
• Otimização do uso de ativos
• Manutenção e Checagem de equipamentos biomédicos
• Prevenção de Evasão (shrinkage)
• Dissuasão para manipulação não autorizada
• Auditoria e rastro/movimento do ativo hospitalar
• Controle de Acesso tipo Hands-free 
• Supervisão de Entrada/Saída de áreas (indoor geofencing)
• Supervisão de variáveis físicas (telemetria do edifício hospitalar).

Mas o quê são beacons?

Beacons são transmissores sem fio de baixa potência que enviam informações de identificação em um formato específico, para dispositivos móveis próximos usando uma tecnologia evoluída do Bluetooth clássico: o BLE- Bluetooth Low Energy ou Smart Bluetooth. Beacons não transmitem conteúdo - eles transmitem um local, permitindo que aplicativos utilizem esta informação de posição para desenvolverem suas métricas. Eles também não precisam mais das fases de pareamento manual como as que existiam no Bluetooth clássico, tornando a operação mais transparente e amigável. 

Beacons (ou “iBeacons”, como a Apple insiste em chamar em uma tentativa de virar sinônimo da categoria) são apenas um nome mais amigável para a tecnologia de “indoor proximity system”, ou “sistema de proximidade em ambientes fechados”. Na prática, ela permite localizar objetos (ou pessoas que carregam esses objetos) com muito mais precisão dentro de ambientes fechados. Os beacons estão para ambientes fechados assim como o GPS está para ambientes externos.

O verdadeiro poder dos beacons é que eles fornecem proximidade consciente do mundo real para dispositivos móveis (ou fixos com capacidade de retransmissão), e o aplicativo pode, então, transmitir sua localização para plataformas de gestão de ativos ou serviços de posicionamento de interiores chamados IPS (Indoor Positioning System). Além disto, com o advento do protocolo operacional Eddystone e dos novos padrões liberados pelo Bluetooth SIG (4.2 em dezembro de 2014), estes beacons podem enviar um pacote de dados telemétricos como temperatura, pressão, umidade, etc. bem como ajudar os desenvolvedores e administradores de rede a obter uma melhor compreensão sobre o nível da bateria dos beacons ou se eles se desligaram por algum motivo. 

A fim de se beneficiar da presença de beacons em um local específico, os usuários devem ter um aplicativo instalado que o acompanha, e eles devem ter habilitado a nova tecnologia chamada Smart Bluetooth. O aplicativo pode então reconhecer beacons específicos (instalados, por exemplo, na guarda de uma cama hospitalar, numa bomba de infusão ou num monitor de sinais vitais) e apresentam mensagens personalizadas ou serviços específicos do local, em tempo real, que sejam relevantes e valiosos para o técnico da engenharia da instituição ou o usuário da área assistencial.

O Eddystone também incorpora uma característica pela qual uma URL ou uma URL comprimida podem ser enviadas para um dispositivo móvel, permitindo assim uma abordagem mais aberta, como a abertura de uma Ordem de Serviço planejada ou uma Lista de Verificação de um equipamento médico, assim que o técnico da Engenharia Clínica se posicione na região coberta por aquele “farol” com seu tablet ou smartphone. Se ele quiser ou não fazer a checagem naquele equipamento, naquela hora, vai ser uma escolha pessoal ou circunstancial (se estiver com paciente, por exemplo), mas para se “desfazer” daquela incumbência ele vai ter que teclar um “não posso agora”, que vai ficar registrado. 

Cerca Digital (ou Geofencing)

A “Cerca Digital” é uma forma especial de localização, onde os dispositivos utilizam os beacons para limitar ou verificar a área na qual o usuário ou o equipamento está se movimentando. Dentro do sistema operacional iOS7 da Apple já existe uma função geofencing, onde uma aplicação pode instruir o dispositivo para verificar se ele permanece dentro de um intervalo definido de faróis (ou conjunto de faróis) e, depois alertar uma aplicação se ele se mover para fora desse intervalo. Muitos dos novos celulares já saem nativos com a tecnologia BLE, o que vai alavancar em muito este tipo de aplicações. 

A vantagem inferida nessa operação é que a função de geofencing opera em background, consumindo então muito pouca energia até detectar se os parâmetros da “cerca digital” se alteraram para fora da faixa definida, e nesse momento, a função alerta a aplicação.

Essa funcionalidade pode ser interessante para monitorar pessoas dentro de uma área pré-delimitada (p. ex., idosos) e deve também ser útil no controle de evasão (shrinkage) de equipamentos, OPMEs ou insumos portáteis e de alto valor agregado. A cerca digital concebida até os dias de hoje, avisa quando o usuário está entrando na zona delimitada (ou para ele ligar a função Bluetooth de seu celular ou para avisar de sua localização), bem como avisa quando um beacon (neste caso implantado dentro de um equipamento) está saindo do cercamento digital delimitado (com ou sem autorização...).

E para finalizar um pergunta que vocês podem estar se fazendo nesta hora, ou aqueles que chegaram até esta parte do texto: Por que todo esse “furor otimista” em torno da tecnologia BLE-Beacon? Vejo na minha mente, como destaque, algumas respostas:

a) é uma tecnologia de baixo consumo de energia: suas baterias duram anos, e não necessitam redes adicionais ou interfaceamentos físicos. Seu tamanho diminuto faz com que se encaixem facilmente em qualquer equipamento que tenha um cantinho mais uma fita dupla face;

b) com a sua característica simples de proximidade, vai impulsionar grandes negócios na área de navegação/localização de interiores, controle de infecção, controle patrimonial e principalmente na gestão de ativos hospitalares. Importante ressaltar que o smartphone nunca envia dados sobre o usuário para o beacon – a não ser que o usuário tenha explicitamente autorizado que isso aconteça. Isso para evitar problemas de privacidade e até de segurança da informação com essa nova tecnologia;

c) não é necessário nenhum hardware adicional como no caso da tecnologia NFC, visto que o BLE é incluído de forma nativa em um grande número de smartphones através do Bluetooth; 

d) ela conta com grandes forças impulsionadoras do mercado digital como o Google, a Apple, a Cisco, a Qualcomm e muito outras gigantes, que junto com as dezenas de startups que começam a trabalhar com isto agora, vão fazer grandes transformações no mercado de tecnologia digital!

e) com a entrada destes players, a produção dos beacons na China vez os valores ficarem mais baratos e viáveis, chegando a patamares abaixo de US$8  dependendo da quantidade adquirida.

f) Este pode ser mais um campo de especialização para técnicos, tecnólogos e engenheiros clínicos no Brasil e no Mundo, pois todas esta rede precisa de implantações, ajustes e manutenções corriqueiras.

 Fernando Meira da Rocha

Feira Hospitalar: Nosso associado Arkmeds




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Associação Brasileira de Engenharia Clínica – ABEClin

A ABEClin, é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos e de duração ilimitada. Foi estabelecida com o objetivo de incentivar, consolidar, integrar e qualificar os profissionais que atuam na área de Engenharia Clínica definindo-os da seguinte forma:

“O Engenheiro Clínico é o profissional que aplica as técnicas da engenharia no gerenciamento dos equipamentos de saúde com o objetivo de garantir a rastreabilidade, usabilidade, qualidade, eficácia, efetividade, segurança e desempenho destes equipamentos, no intuito de promover a segurança dos pacientes.”