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A situação dos engenheiros no Brasil




Eu estava vasculhando a internet quando encontrei um mapa (imagem acima) que traz a distribuição dos engenheiros no Brasil, os profissionais mais empregados e a remuneração. Não satisfeita, saí em busca de mais informações para descobrir por onde andam os engenheiros no Brasil.

Minha primeira conclusão ao ver a imagem foi: se está ruim para você, imagina para mim, que faço engenharia ambiental.

Em 2010, havia 680.526 profissionais com diploma de engenharia. Destes, a estimativa é de que apenas 42% trabalham na área. Dos 42% que atuam na área, 65% estão na região Sudeste, 14% na região Sul, 13% no Nordeste, 5% no Centro-Oeste e 3% no Norte. Ainda, 153.341 profissionais estão na indústria, totalizando 54% dos engenheiros que atuam na área. Uma das críticas feitas à reduzida quantidade de profissionais que realmente atuam como engenheiros é que estes saem da graduação com pouca prática, tendo dificuldade em encontrar emprego.






O relatório sobre “Tendências e perspectivas da engenharia no Brasil” (2013) faz as seguintes considerações sobre a formação e o mercado de engenharia no país, após uma análise do período de 2000-2012:

+ A engenharia cresceu, bem acima do crescimento do ensino superior como um todo, ao considerar-se a variação de vagas, inscritos, ingressantes, matriculados e concluintes nos anos de 2000 e 2012. A maior variação percentual, nas engenharias, foi observada no número de inscritos: em 2000, 251.501 pessoas se inscreveram no vestibular no intuito de cursar engenharia; já em 2012, este número sobe para 1.438.049 pessoas, atingindo uma variação de 571%. Entretanto, esse número pode refletir a mudança no sistema de seleção, com a crescente adesão ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como forma única de acesso ao ensino superior e o estabelecimento do Sistema de Seleção Unificada (SISU), que amplia as chances de acesso ao ensino superior uma vez da possibilidade de escolha de cursos através da nota do ENEM.

+ O acesso aos cursos de engenharia apresentou um percentual bem superior ao do ensino superior em geral: em 2000, 58.205 pessoas ingressaram nos cursos de engenharia, enquanto em 2012 esse número sobe para 224.087, apresentando uma variação de 384%.

+ O número de concluintes apresenta um crescimento mais modesto: para o ensino superior em geral, em 2000 havia 352.305 concluintes, enquanto em 2012 esse número sobe para 876.901, configurando um crescimento de 248%; por sua vez, na engenharia, em 2000, graduaram-se 17.740 pessoas, sendo que em 2012 temos 54.173 concluintes, em um crescimento percentual de 305%.

+ A formação de engenheiros no Brasil, em comparação com outros países, ainda é insuficiente. Tomando nações com grandes proporções, tais como México e Estados Unidos, temos o primeiro apresentando 7,67 engenheiros por 10.000 habitantes, enquanto o segundo possui 5,22. O Brasil; por sua vez, formou em 2012 2,79 engenheiros para cada 10.000 habitantes, ficando atrás de Grécia e Turquia.

+ O mercado de trabalho em engenharia ainda é composto basicamente por pessoas do sexo masculino. Em 2000, havia 103.548 homens e 20.253 mulheres; em 2012 esse número passa 214.761 indivíduos do sexo masculino e 46.846 do sexo feminino.

+ Os engenheiros em sua maioria estão empregados nos Serviços e na Indústria de Transformação, que são os setores mais tradicionais, uma vez ser líderes em contratação desses profissionais desde o início da série em estudo.

+ Com relação à produção científica, como era de se esperar, tomando a produção dos Brics em seu conjunto, a China desponta com a maior contribuição, chegando em 2012 a ser a responsável por cerca de 85% das publicações; a índia assume o segundo lugar com 8%; a Rússia detém 4%; por fim, o Brasil, com 3% das publicações em engenharia.






Depois de tanta informação, é possível perceber que o número de vagas ofertadas para cursos de engenharia cresceu nos últimos anos, proporcionando a formação de mais profissionais e aumentando a competitividade por vagas de emprego. Por outro lado, mesmo com mais profissionais, há falta qualificação adequada e experiência, muitas vezes exigidas para ocupação de vagas. Por último, também é notável a distribuição desigual de profissionais no território brasileiro.

Referências: Revista Exame; Engenharia Data; Portal da Indústria; PH Info.

Fonte: http://blogdaengenharia.com/situacao-dos-engenheiros-no-brasil/





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Associação Brasileira de Engenharia Clínica – ABEClin

A ABEClin, é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos e de duração ilimitada. Foi estabelecida com o objetivo de incentivar, consolidar, integrar e qualificar os profissionais que atuam na área de Engenharia Clínica definindo-os da seguinte forma:

“O Engenheiro Clínico é o profissional que aplica as técnicas da engenharia no gerenciamento dos equipamentos de saúde com o objetivo de garantir a rastreabilidade, usabilidade, qualidade, eficácia, efetividade, segurança e desempenho destes equipamentos, no intuito de promover a segurança dos pacientes.”