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A engenharia clínica presente na evolução da qualidade em saúde: participação da Abeclin na curadoria do Manual OPSS 2026 da ONA

A Abeclin (Associação Brasileira de Engenharia Clínica) foi representada pelo seu presidente executivo, Ricardo Maranhão, na recente reunião de curadoria do novo Manual de Acreditação OPSS 2026 da ONA (Organização Nacional de Acreditação). O encontro reuniu especialistas de diversas regiões do país e de diferentes áreas de atuação para colaborar tecnicamente com a revisão do documento que é referência nacional em qualidade e segurança em saúde.

A participação da Abeclin nessa etapa do processo é um marco para o reconhecimento da relevância da engenharia clínica na sustentação da qualidade assistencial e da segurança do paciente, e reforça o compromisso da associação com o aprimoramento dos padrões que orientam a gestão dos serviços de saúde no Brasil.

Uma nova etapa no desenvolvimento do Manual OPSS

O Manual Brasileiro de Acreditação para Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde (OPSS) da ONA é a base para a avaliação e certificação da qualidade de hospitais, clínicas, laboratórios e outros serviços. Sua revisão é feita periodicamente, com o objetivo de garantir atualização técnica, alinhamento às boas práticas internacionais e resposta às mudanças nos modelos assistenciais e de gestão.

O processo de revisão para a edição 2026 introduziu uma inovação importante: pela primeira vez, a ONA constituiu uma etapa prévia de curadoria, reunindo especialistas por notório saber e experiência para analisar e propor melhorias antes da consulta pública. Essa medida visa tornar o manual ainda mais aplicável, claro e alinhado às realidades diversas do setor de saúde.

Objetivos e justificativas da curadoria

Como apresentado na reunião, os objetivos da curadoria são:

  • Garantir consistência técnica e atualização do conteúdo;

  • Incorporar a visão de especialistas para fortalecer a aplicabilidade dos requisitos;

  • Tornar o manual mais claro, objetivo e coerente com as práticas assistenciais e gerenciais contemporâneas.

A justificativa para essa abordagem é clara: o manual OPSS é uma referência nacional em segurança do paciente e precisa manter sua relevância prática. A inclusão de curadores amplia a pluralidade de perspectivas, a profundidade da análise e a qualidade técnica do documento.

Representatividade e escuta qualificada

A seleção dos curadores respeitou critérios de mérito técnico e experiência comprovada. Foram convidados profissionais de diferentes perfis institucionais, regiões geográficas e áreas de atuação, com um papel voluntário e colaborativo. Essa diversidade enriquece a construção coletiva do manual e garante uma escuta qualificada das realidades do país.

A contribuição da Abeclin

Durante a reunião, Ricardo Maranhão destacou a importância da participação da Abeclin no processo, principalmente na revisão da Seção 4 do manual, que trata dos Processos de Apoio. Essa seção inclui a engenharia clínica, entre outros serviços como lavanderia, CME, nutrição, segurança da informação, entre outros.

A análise da engenharia clínica nesse contexto deve considerar a sua contribuição para a segurança, eficiência e continuidade do cuidado, através da gestão tecnológica, manutenção preventiva e corretiva, rastreabilidade, gestão de riscos e inovação aplicada aos dispositivos assistenciais. É também uma oportunidade para garantir que os requisitos reflitam a prática real das instituições e as demandas da gestão moderna de tecnologias em saúde.

Caminhos futuros

A etapa de curadoria segue com análises detalhadas de cada seção do manual, com envio das contribuições pelos especialistas até agosto. Em seguida, a versão revista será submetida à consulta pública. A versão final do Manual OPSS 2026 deve entrar em vigor no próximo ano, atualizando os padrões da ONA à luz dos avanços e desafios emergentes.

Para a Abeclin, estar presente nesse processo é reafirmar sua missão de promover a excelência da engenharia clínica como eixo estruturante da qualidade nos serviços de saúde. A participação na curadoria do manual reforça esse compromisso e fortalece o papel da associação como interlocutora ativa na construção de um sistema de saúde mais seguro, eficiente e humano.

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